quarta-feira, 16 de março de 2011

Canção do Exílio Gravataiense

Minha terra tem funkeiros,
Onde canta o Colibri;
Os funk’s que no onibus tocam,
Não tocam como aqui.
.
Nosso céu não tem estrelas,
Nossas várzeas não servem pra flores,
Nossos bosques não têm vida,
Nossa vida e os desamores.
.
Em cismar, sozinho, à noite,
Nem prazer eu encontro aqui;
Minha terra tem funkeiros,
Onde canta o colibri.
.
Minha terra tem horrores,
Que tais encontro eu por aqui;
Em cismar – sozinho, à noite–
Nem prazer eu encontro aqui;
Minha terra tem funkeiros,
Onde canta o colibri.
.
Não permita Deus que eu morra,
Sem que eu saia daqui;
Sem que me livre dos horrores
Que encontro por aqui;
Sem qu'inda reviste os funkeiros,
Onde canta o colibri.
.
Uma justa homenagem aos funkeiros que encontro pelos ônibus da vida...

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